O calor da cozinha era sufocante.
Clarice estava de costas, mexendo o grande caldeirão sobre o fogo. Suas mãos tremiam discretamente, o suor escorria pelas têmporas e a respiração parecia presa dentro do peito. As outras ômegas tinham saído para servir o salão. Ela ficara sozinha — como sempre.
Mas então… o mundo parou.
A porta da cozinha se abriu sem cerimônia. Passos firmes. O som de botas contra a pedra. Um frio percorreu sua espinha e ela soube, antes mesmo de virar, que era ele.
O A