O aeroporto estava cheio demais para aquela hora. Vozes se cruzavam no ar como fios invisíveis, anúncios metálicos ecoavam pelo saguão e malas deslizavam apressadas sobre o piso brilhante. Havia crianças irritadas, casais discutindo destinos, gente correndo para portões que talvez já estivessem fechados. A vida seguia com uma normalidade quase ofensiva, como se o mundo não tivesse sido fraturado poucas horas antes.
Pedi ao taxista que esperasse.
Ele me olhou pelo retrovisor por um segundo a mai