O avião não era comercial.
Percebi isso antes mesmo de subir a escada estreita que nos levava à porta. Não havia fila, nem comissários sorrindo mecanicamente, nem o burburinho impaciente de passageiros disputando espaço no compartimento de bagagem. Havia silêncio. Um silêncio denso, cortado apenas pelo vento da pista e pelo ruído distante de turbinas maiores taxiando ao longe.
Minha mãe segurava minha mão com força. Não era uma pressão desesperada, mas constante, como se quisesse ter certeza