Quando João entrou no meu escritório naquela tarde, eu já sabia que ele não vinha falar de negócios, ele fechou a porta atrás de si num silêncio que não o pertencia.
Ele ficou me observando alguns segundos antes de falar.
— Precisamos conversar.
— Se for sobre contratos dos últimos carregamentos está na pasta azul — respondi sem levantar os olhos dos documentos.
— Não é sobre isso.
Eu já sabia.
— Então não precisamos conversar sobre nada.
Ele ignorou.
— É sobre a Lizzy.
Minha mão parou