Foram quase quatro meses.
Quase quatro meses de dor medida em centímetros de movimento, em respirações controladas, em músculos que já não respondiam como antes. Quatro meses aprendendo novamente coisas que um dia foram naturais demais para que eu sequer pensasse nelas.
Ficar de pé, dar um passo, confiar no próprio corpo.
A primeira vez que consegui andar sozinho pelo corredor da clínica, sem a mão do fisioterapeuta nas minhas costas, eu não senti vitória. Só senti raiva.
Raiva de ter precisado