A reunião terminou sem aplausos, sem consenso e sem despedidas.
Os conselheiros saíram um a um, em silêncio, como se cada passo fosse uma tentativa de se afastar do que acabara de ser dito. Luna permaneceu de pé por alguns segundos, sentindo o peso do próprio posicionamento cair lentamente sobre os ombros. Não havia retorno possível agora.
Isabella foi a última a se mover.
— Você acabou de mudar tudo — disse, a voz baixa, mas carregada de tensão.
— Eu sei — respondeu Luna. — E foi exatamente por isso que precisei dizer.
Elias observava as duas sem intervir. Seu rosto estava indecifrável, mas os dedos entrelaçados denunciavam que ele calculava consequências em silêncio.
— Você entende que eles não vão recuar — disse ele, finalmente. — Magnus já começou a agir antes mesmo da reunião terminar.
— Eu espero que sim — respondeu Luna, virando-se para ele. — Pessoas que agem às escondidas cometem erros mais rápido.
Elias arqueou levemente a sobrancelha.
— Essa confiança toda pode te custar ca