Luna Santiago acordou com a sensação incômoda de estar sendo observada.
Não era paranoia. Era experiência.
A mansão ainda dormia quando ela atravessou o corredor até a cozinha. O silêncio era denso, quase estratégico. Funcionários demais de folga. Portas fechadas onde antes havia circulação constante. Alguém havia dado ordens durante a madrugada.
Ela serviu café e permaneceu de pé, encostada na bancada, organizando mentalmente cada movimento dos últimos dias. Quando a pressão aumentava dessa forma, significava apenas uma coisa: estavam testando seus limites.
— Você percebeu também — disse Elias, surgindo na porta.
— Desde que acordei — respondeu Luna. — Eles começaram a esvaziar os espaços.
Elias se aproximou.
— Magnus convocou uma reunião paralela. Sem você. Sem Isabella.
Luna ergueu o olhar lentamente.
— Então já escolheram o campo de batalha.
— Ainda não — Elias corrigiu. — Estão tentando te provocar para ver como você reage.
Ela deu um meio sorriso.
— Eles não me conhecem o sufici