O ataque não veio com gritos, nem com manchetes.
Veio com silêncio administrativo.
Luna Santiago percebeu isso ao tentar acessar o sistema interno da mansão naquela manhã. O tablet que costumava usar para organizar a rotina de Elias simplesmente não reconheceu mais sua senha.
— Deve ser erro — murmurou, tentando novamente.
A tela permaneceu neutra. Fria.
“Usuário sem permissão.”
Ela não insistiu. Erros reais costumam se repetir. Erros estratégicos, não.
Fechou o dispositivo, respirou fundo e foi até o quarto de Elias.
O menino estava sentado na cama, já vestido, com as mãos apoiadas nos joelhos. O olhar atento demais para uma criança de sete anos.
— Você também sentiu — ele disse, antes que ela falasse qualquer coisa.
— O quê? — Luna perguntou, aproximando-se.
— Tiraram você de algum lugar — respondeu Elias. — Igual fizeram com a mamãe antes dela cair.
O coração de Luna falhou por um segundo.
— Elias… — disse com cuidado. — O que você quer dizer com isso?
Ele hesitou. Pela primeira ve