A notícia não saiu como manchete. Ainda não.
Mas se espalhou do jeito mais perigoso possível: em sussurros certos, nos corredores certos, pelas bocas que realmente importavam. Às onze da manhã, três portais jurídicos especializados já comentavam a decisão liminar. Às duas da tarde, dois colunistas econômicos haviam feito “notas curtas” — aquele tipo de texto que parece neutro, mas planta dúvidas profundas.
Isabella sabia reconhecer o início de um terremoto.
Estava em seu escritório quando Marin