O silêncio que Isabella deixou para trás não era vazio.
Era denso.
Luna sentiu isso assim que a porta se fechou. Não era alívio. Era a consciência exata de que haviam cruzado um ponto sem retorno. A verdade, uma vez dita em voz alta por Elias, não poderia mais ser recolocada na caixa de silêncios convenientes onde passara anos enterrada.
Adrian permaneceu imóvel por alguns segundos, como se estivesse reorganizando internamente tudo o que fora empurrado para debaixo do tapete por tempo demais.
— Ela vai ligar para alguém — disse por fim. — Provavelmente agora.
— Advogados — Luna respondeu. — Ou alguém que acredite que ainda pode controlá-la.
Elias continuava segurando a mão de Luna. Os dedos pequenos estavam frios.
— Eu fiz algo errado? — perguntou, baixo.
Luna se ajoelhou diante dele imediatamente.
— Não — disse com firmeza. — Você fez algo muito certo. E muito corajoso.
Adrian se aproximou.
— O que você disse hoje… — começou, escolhendo as palavras — pode trazer consequências. Mas ne