O silêncio que Isabella deixou para trás não era vazio.
Era denso.
Luna sentiu isso assim que a porta se fechou. Não era alívio. Era a consciência exata de que haviam cruzado um ponto sem retorno. A verdade, uma vez dita em voz alta por Elias, não poderia mais ser recolocada na caixa de silêncios convenientes onde passara anos enterrada.
Adrian permaneceu imóvel por alguns segundos, como se estivesse reorganizando internamente tudo o que fora empurrado para debaixo do tapete por tempo demais.
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