Luna acordou antes do amanhecer.
Não foi um despertar brusco, mas consciente. Como se o corpo soubesse que aquele dia não permitiria distrações. Ficou alguns minutos olhando o teto, ouvindo o silêncio da casa grande, tentando identificar se era calma ou apenas o intervalo antes da tempestade.
Levantou-se devagar e vestiu-se com a mesma lógica que vinha usando desde que tudo começara a mudar: sobriedade, firmeza, nada que pudesse ser interpretado como fragilidade ou desafio gratuito.
Quando saiu