Luna acordou antes do amanhecer.
Não foi um despertar brusco, mas consciente. Como se o corpo soubesse que aquele dia não permitiria distrações. Ficou alguns minutos olhando o teto, ouvindo o silêncio da casa grande, tentando identificar se era calma ou apenas o intervalo antes da tempestade.
Levantou-se devagar e vestiu-se com a mesma lógica que vinha usando desde que tudo começara a mudar: sobriedade, firmeza, nada que pudesse ser interpretado como fragilidade ou desafio gratuito.
Quando saiu do quarto, encontrou Adrian na cozinha.
Ele já estava acordado.
Café servido. Gravata sobre a mesa. Postura de quem passara a noite pensando.
— Dormiu? — ele perguntou.
— O suficiente — Luna respondeu. — E você?
— O bastante para decidir que hoje ninguém vai falar por nós.
Ela assentiu.
— Isabella vai tentar controlar a narrativa — disse. — Sempre faz isso.
— Hoje ela não vai conseguir — Adrian respondeu. — Não sem resistência.
Elias apareceu na porta alguns minutos depois, ainda de pijama, os