A casa estava silenciosa demais naquela tarde.
Não o silêncio confortável.
Mas o silêncio que antecede algo.
Luna percebeu quando chamou Elias para o lanche e ele não respondeu.
Subiu as escadas.
Bateu na porta do quarto.
— Elias?
Nenhuma resposta.
Ela entrou.
Ele estava sentado no chão, os desenhos espalhados ao redor. Mas não desenhava.
Rasgava.
Devagar.
Metódico.
A ponte.
As duas casas.
As pessoas na varanda.
Pedaços.
— O que você está fazendo? — ela perguntou com cuidado.
Ele não levantou o