Chega um ponto em que você para de acompanhar até o próprio ato de perceber.
Não porque perdeu a consciência.
Mas porque ela deixou de ser algo que você precisa lembrar o tempo todo.
—
Antes, Helena pensava sobre perceber.
Era algo ativo.
Quase um gesto intencional.
Observar.
Rever.
Interromper.
Entender.
—
Agora… não.
—
Agora ela simplesmente percebia… quando percebia.
E, quando não percebia… o mundo não parava.
—
Na cidade, as coisas continuavam acontecendo fora do campo direto de atenção.
De