Helena saiu.
—
Não da cidade.
Não da vida.
—
Mas daquele lugar onde tudo passava por ela.
—
Durante muito tempo, ela foi ponto de passagem.
—
Não única.
Mas relevante.
—
Agora… não mais.
—
E isso não foi uma decisão.
—
Foi um deslocamento.
—
Na cidade, o fluxo continuava sem referência fixa.
—
Sem alguém central.
—
Sem um ponto onde tudo precisava passar.
—
E, pela primeira vez…
isso não gerava instabilidade.
—
Gerava distribuição.
—
Na redação, o espaço estava vazio.
—
O notebook fechado.
—
A