Isabella Turner decidiu falar.
Não porque fosse o momento certo.
Mas porque o silêncio já não lhe obedecia.
A decisão veio no início da tarde, após mais uma ligação ignorada e uma reunião “adiada sem previsão”. Isabella estava sentada à mesa do escritório, rodeada por telas que exibiam versões dela mesma — recortes de entrevistas antigas, fotos cuidadosamente escolhidas, frases que um dia haviam sido consideradas autoridade.
Agora, eram apenas arquivo.
— Se eu não falar, vão continuar falando p