O centésimo capítulo não começou com um acontecimento.
Começou com uma percepção.
Luna acordou com a sensação clara de que algo havia mudado — não fora da casa, não nas manchetes, não nos telefonemas — mas no campo invisível onde as decisões deixam de ser livres antes mesmo de serem tomadas.
Ela permaneceu alguns minutos deitada, olhando o teto, escutando os sons da mansão despertando. Passos contidos. Portas abertas com cuidado. Vozes baixas demais para serem naturais.
Não era medo.
Era vigilâ