O cerco começou sem aviso.
Nenhum comunicado oficial. Nenhuma ordem judicial. Nenhuma sirene.
Começou com convites.
Convites para reuniões “informais”. Sugestões de alinhamento. Pedidos de esclarecimento que não pediam respostas — pediam submissão.
Luna recebeu o primeiro ainda pela manhã.
Um e-mail cordial, quase simpático, convidando-a para um encontro reservado com representantes institucionais “interessados em preservar a estabilidade”.
Ela leu apenas uma vez.
E apagou.
— Você não vai? — Ad