A primeira matéria saiu às oito da manhã.
Não era escandalosa. Ainda.
Era pior.
Tinha tom de “preocupação legítima”.
Luna estava na cozinha quando o telefone de Adrian vibrou pela terceira vez consecutiva. Ele olhou a tela, fechou os olhos por um segundo e atendeu.
— Já vi — disse, antes mesmo de ouvir a outra pessoa. — Não. Não vamos responder agora.
Desligou e apoiou as mãos na bancada de mármore, imóvel.
— Começou — ele disse.
Luna não perguntou o quê. Pegou o tablet aberto sobre a mesa e leu a manchete que já se espalhava em portais de negócios e colunas sociais:
“Herdeiro Valmont enfrenta turbulência após decisões questionáveis dentro da própria casa.”
A matéria citava fontes anônimas, especialistas em “dinâmica familiar”, e fazia o que Isabella fazia melhor: não acusava diretamente — sugeria.
Sugeria que a criança estava vulnerável.
Sugeria que a presença de Luna era “controversa”.
Sugeria que Adrian estava emocionalmente comprometido demais para liderar com clareza.
Nada que pu