Alex tirou uma das mãos do volante por um instante e pousou com cuidado sobre a perna dela. Um toque protetor. Instintivo.
— Tem certeza de que não está tendo um aborto? — perguntou, sério.
Ísis respirou fundo antes de responder.
— Absoluta. — disse. — Já conversamos sobre filhos. Ainda não é o momento. — fez uma pausa curta. — O preservativo não estourou nenhuma das vezes.
Alex não respondeu. O silêncio voltou. Mais pesado.
— Eu quero dormir na minha casa hoje. — continuou Ísis, ainda sem olhar para ele. — E sozinha.
Alex virou o rosto rápido demais.
— Amor… — chamou, confuso. — O que está acontecendo? Você está estranha desde as bodas. — a voz saiu baixa, controlada. — Como eu posso te deixar sozinha nesse estado?
Foi ali que Ísis desmoronou. O choro veio silencioso no começo. Ombros tremendo. Respiração falhando.
— Você ainda não me conhece o suficiente, Alex… — disse, entre lágrimas.
Ele freou no sinal vermelho. O carro parou. Alex girou o corpo para encará-la de verdade.
— Amor…