Laura sustentou o olhar de Liam por alguns segundos. A taça escorregou dos dedos primeiro. Depois, a garrafa. O som do vidro quebrando no chão ecoou pelo jardim.
As pernas falharam. Laura caiu de joelhos, o choro vindo de uma vez só, alto, rasgado, sem qualquer tentativa de controle. Era o tipo de choro que não pedia silêncio, pedia socorro.
Liam não pensou. Abaixou-se diante dela e a puxou para um abraço firme, protetor, como fazia quando ela ainda era adolescente e o mundo parecia grande demais.
— Não faz isso com você, Laura… — disse, a voz embargada. — Eu sempre te ensinei a não aceitar menos do que você merece.
Ela chorava contra o peito dele, os ombros sacudindo.
— Se isso está acontecendo… — ele continuou, fechando os olhos por um instante — …é porque eu sou culpado. — engoliu em seco. — Me perdoa, irmã. Eu falhei com você. Falhei como irmão… e falhei tentando ser o pai que você precisou.
Laura apertou a camisa dele com força, como se aquele fosse o único ponto firme que ainda