Capítulo 59: Outro tipo de prazer.
Rafael ventura
O motor da caminhonete finalmente silenciou quando estacionei em frente à sede da fazenda. A lua cheia iluminava a varanda de madeira, mas meus olhos só conseguiam focar na mulher exausta e descabelada ao meu lado. O trajeto da estrada até aqui tinha sido um borrão de adrenalina e desejo. Minha calça jeans estava aberta, meu corpo ainda latejava e o cheiro dela — aquele cheiro de prazer e de terra — impregnava cada centímetro da cabine.
— Chegamos, boneca — minha voz saiu como um