Capítulo 157- Raiva que queima.
Rafael Ventura
Depois que a caminhonete da dona Zuleide sumiu estrada abaixo, peguei-a no colo com cuidado, sentindo como ela parecia leve demais nos meus braços — talvez pelo cansaço que drenava cada pedaço dela.
Ela enterrou o rosto no meu peito sem forças para reclamar, e aquilo apertou algo feio dentro de mim.
Entramos na casa devagar, e o movimento imediatamente chamou a atenção da minha mãe, que vinha da cozinha enxugando as mãos no pano de prato.
Mas, assim que viu o estado da nora, ela