Rafael Ventura
Um solavanco. O meu corpo despertou no susto, como se eu estivesse caindo de um penhasco sem fim. Abri os olhos de uma vez, mas a claridade forte e violenta que vinha de cima atingiu as minhas pupilas como duas facadas, me obrigando a fechar as pálpebras na mesma hora com uma careta de dor. Minha mente era uma confusão de pensamentos embaralhados, uma névoa densa que eu tentava afastar a todo custo.
Onde é que eu estou? Que inferno de lugar é esse?
Forcei a memória, lutando contr