Lorena Azevedo
O teto branco daquela sala de recuperação parecia pesar toneladas sobre os meus olhos. O cheiro de antisséptico hospitalar misturava-se ao gosto amargo do desespero que insistia em ficar travado na minha garganta. Eu não sabia exatamente quanto tempo havia se passado desde que a Dra. Helena pronunciou aquelas palavras malditas, aquelas que rasgaram o meu peito de fora a fora, mas o frio que eu sentia dentro de mim era a prova física de que o meu pior pesadelo tinha se tornado real