Rafael Ventura
O ar condicionado do tribunal estava no máximo, mas o suor frio escorria pelas minhas costas, encharcando a camisa branca sob o terno. O salão estava lotado; o murmúrio da plateia parecia um enxame de abelhas zumbindo em volta da minha cabeça. Eu estava sentado à mesa da defesa, com o Dr. Arnaldo organizando papéis de forma metódica ao meu lado, quando a porta lateral se abriu.
O silêncio caiu como uma guilhotina.
Eduardo Soares entrou com sua arrogância habitual, empurrando a ca