Lorena Azevedo
O dia na cafeteria tinha sido exaustivo. O movimento não parou um segundo, e o som das máquinas de café misturado ao burburinho das conversas parecia ecoar dentro da minha cabeça como uma enxaqueca persistente. Mas, no fundo, eu agradecia pelo cansaço. O trabalho era a única coisa que conseguia, por breves momentos, silenciar os gritos de alerta que disparavam no meu peito toda vez que eu pensava no processo contra o Rafael e na sombra da Melissa.
Terminei de fechar o caixa, confe