Rafael Ventura
O caminho de volta para a fazenda foi um borrão de luzes de freio e poeira. Eu via o carro da Lorena pelo retrovisor e cada vez que eu pensava no sorriso cínico do Eduardo Soares perto dela, minhas mãos apertavam o volante com tanta força que o couro rangia. Aquele desgraçado tinha cruzado a última linha. Ele não estava apenas atacando meu patrimônio ou minha liberdade; ele estava respirando o mesmo ar que a mulher que eu amo, usando a presença dela para me torturar.
Assim que es