Rafael Ventura
O despertar naquela manhã foi, sem dúvida, o melhor da minha vida. Eu ainda estava submerso em um sono tranquilo quando senti o peso leve e macio do corpo da Lorena sobre o meu. Abri os olhos devagar e a vi: ela estava montada em mim, com os cabelos caindo sobre os ombros como uma cascata de seda escura, e um sorriso que faria o sol ter inveja.
Ela se inclinou, depositando um beijo úmido e demorado no meu pescoço, e sussurrou com aquela voz rouca que me desarma:
— Bom dia, meu a