Rafael Ventura
A festa de um ano da Vitória tinha sido um bálsamo para a minha alma cansada. Ver a casa cheia de novo, ouvir as gargalhadas do Miguel e sentir o acolhimento da minha mãe foi como redescobrir um tesouro que eu achei que tinha perdido nas ruas cinzentas de Belo Horizonte. A casa grande da Fazenda Ventura, que por mais de um ano pareceu um museu de silêncio e sombras, pulsava vida outra vez.
Agora, o silêncio era diferente. Era o silêncio da paz. Todos já tinham se recolhido; Migue