LORENA AZEVEDO
Cheguei.
A palavra saiu baixa, carregada de um alívio que eu nem sabia explicar.
— Cheguei, Tati…
Minha voz ecoou pela casa enquanto eu fechava a porta atrás de mim, ainda com o cheiro da cafeteria grudado na pele, misturado com tudo o que aquele dia tinha mexido dentro de mim.
Tati apareceu na sala quase no mesmo segundo, com aquele olhar atento de sempre.
— E aí… como meus filhotes se comportaram?
— Tudo perfeito — ela respondeu com um sorriso tranquilo. — Os dois comeram, bri