Rafael Ventura
O jantar tinha sido o melhor em meses, e não era pelo tempero da Lorena — que sempre foi impecável —, mas pela paz que preenchia aquela cozinha. Ver o Miguel com o rosto sujo de molho e a Vitória dormindo tranquila no cesto ali perto me dava uma sensação de "dono do mundo" que nenhuma escritura de terra jamais me deu.
Ajudei a Lorena com a louça. Eu, o bruto Rafael Ventura, secando pratos enquanto ela lavava. Era um contraste ridículo, mas eu faria aquilo o resto da vida se sign