Rafael Ventura
O corredor do hospital tinha um cheiro estéril que parecia grudar na minha garganta, sufocando cada tentativa de respirar fundo. Eu andava de um lado para o outro, o som das minhas botas ecoando no piso de granito, cada passo marcado pela tensão que fazia meus ombros latejarem. Eu sentia o olhar de ódio do pai da Melissa perfurando minhas costas como adagas, mas eu não tinha forças nem para revidar. Minha mente era um borrão de incertezas.
Finalmente, um homem de jaleco branco, c