Inicio / Romance / Segredo do Meu Marido: CEO de Dia, LUTADOR à Noite! / Capítulo 5 — O que foi, Julian? Está bravo porque a "passarinho" não está cantando a música que você quer?
Capítulo 5 — O que foi, Julian? Está bravo porque a "passarinho" não está cantando a música que você quer?

POV Bianca

— Amanhã você começa o treinamento de etiqueta com a minha mãe. Ela vai tentar te quebrar. Não deixe.

— Eu não sou sua boneca, Julian! — explodi, a exaustão da noite finalmente transbordando. — Sua ex me ameaçou, seus pais me trataram como lixo e sua irmã acha que você é um monstro! Que tipo de família é essa?

Julian girou, encurralando-me contra a parede de vidro. O reflexo das luzes de Nova York lá fora parecia incendiar seus olhos cinzentos.

— É a família que vai pagar suas contas, Bianca! — ele rugiu, sua respiração batendo no meu rosto. — Você queria o acordo? Aqui está o preço!

Ele estava tão perto que eu podia sentir o calor emanando de seu peito, a vibração de sua raiva. Mas sob a raiva, havia aquela tensão familiar. A eletricidade que nos puxava um para o outro como dois ímãs de polos opostos.

Julian olhou para meus lábios, o controle dele oscilando perigosamente. Ele apertou os punhos ao lado da minha cabeça, o som da carne contra o vidro ecoando na sala. 

— Você me desafiou no contrato, exigiu fidelidade... — ele murmurou, a voz descendo para aquele tom perigoso do Ares. — Mas e quanto a você, passarinho? Como você vai resistir quando eu decidir que o contrato não é mais suficiente?

— Eu assinei por dinheiro, Julian. Não por você.

— Mentira — ele sibilou, aproximando o rosto, os lábios a milímetros dos meus. — Eu vi como você me olhou no ringue. Você não estava com medo da fera. Você estava fascinada por ela.

— Sua família é adorável, Julian — eu disse, a ironia pingando de cada palavra enquanto me afastava do toque dele. — Agora eu entendo por que você gosta de apanhar no ringue. Deve ser mais relaxante do que um jantar de domingo com o seu pai.

Julian soltou uma risada sombria, encostando-se na balaustrada de pedra. Ele arrancou a gravata borboleta, desabotoando o primeiro botão da camisa branca. O Julian polido estava desaparecendo; o Ares estava começando a emergir sob a luz do luar.

— Meu pai é um colecionador de pessoas, Bianca. Ele não suporta algo que não pode possuir ou controlar.

— E você é diferente dele? — provoquei, aproximando-me. — Você me comprou, Julian. Me trancou em uma cobertura e me colocou um anel que custa mais do que a minha vida. Você é exatamente como ele, só que usa luvas de boxe em vez de ações da bolsa.

Julian estreitou os olhos. Ele deu um passo em minha direção, reduzindo o espaço até que eu sentisse o calor de seu corpo.

— Você não sabe nada sobre mim — ele sibilou.

— Eu sei o suficiente. Sei que você sente falta do sangue. Sei que esse terno está te sufocando agora. — Eu sorri, uma provocação pura. — O que foi, Julian? Está bravo porque a "passarinho" não está cantando a música que você quer? Ou está bravo porque eu sou a única nesta festa que não tem medo de você?

Julian apertou meu queixo, forçando-me a olhar para cima. Seus olhos cinzentos estavam escuros, uma tempestade pronta para desabar. Mas, de repente, eu vi um movimento rápido pelo canto do olho. Um brilho de lente vindo das árvores do parque, a metros de distância.

Julian também viu. Mas ele não recuou.

Seus dedos no meu queixo suavizaram, mas a pressão em minha cintura aumentou. Ele me puxou para tão perto que nossos corações pareciam bater no mesmo ritmo frenético.

— Você fala demais, Bianca — ele murmurou, sua voz descendo para um tom perigosamente baixo.

— E você não faz na...

Antes que eu pudesse terminar a frase, Julian selou meus lábios com os dele.

Não foi um beijo de "noivado". Foi uma invasão. Foi possessivo, quente e carregado de uma fome que me fez esquecer como se respira. Minhas mãos, que deveriam empurrá-lo, agarraram-se aos seus ombros, meus dedos cravando-se no tecido caro do seu terno. Por um segundo eterno, o mundo desapareceu. Não havia contrato, não havia Enzo, não havia dívidas. Havia apenas o gosto de uísque e o poder bruto de Julian Thorne me reivindicando.

Quando ele se afastou, eu estava trêmula, meus lábios inchados e minha mente em um caos absoluto. Ele permaneceu perto, seu polegar traçando meu lábio inferior com uma lentidão que era uma tortura.

— O que... o que foi isso? — perguntei, minha voz falhando miseravelmente. — Isso não estava no contrato.

Julian olhou por cima do meu ombro para o ponto exato onde o fotógrafo estava escondido. Ele deu um sorriso frio, o brilho do predador voltando aos seus olhos.

— Foi apenas para a foto, passarinho — ele disse, a voz subitamente desprovida de qualquer emoção. — O ângulo estava perfeito. Amanhã estaremos na primeira página de todos os tabloides. "O Beijo do Século". Isso vai calar a Isabella e meu pai por um bom tempo.

O choque foi como um balde de água gelada. Eu me afastei dele, limpando a boca com as costas da mão, sentindo uma mistura de humilhação e uma raiva que queimava como ácido.

— Você é um monstro — sussurrei.

— Eu sou um homem de negócios, Bianca. — Ele vestiu o paletó, recompondo-se com uma facilidade assustadora. — E você acabou de fazer um ótimo trabalho. Vamos. O carro está esperando.

Enquanto ele caminhava na frente, eu permaneci na varanda por um segundo, olhando para as sombras do parque. Eu tinha acabado de ser beijada pelo homem mais desejado da cidade, e tudo o que eu sentia era que, naquele "beijo para a foto".

Julian Thorne tinha acabado de roubar algo de mim que cinco milhões de dólares nunca poderiam pagar.

A farsa tinha acabado de se tornar perigosamente real.

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