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Capítulo 2 — Sou o desgraçado que acabou de salvar a vida do seu irmão e que vai colocar cinco milhões de dólares na sua conta

POV BIANCA

O silêncio dentro do Maybach blindado de Julian Thorne era mais ensurdecedor do que os gritos da arena. Eu estava sentada o mais longe possível dele, encolhida contra a porta de couro legítimo que cheirava a carro novo e poder. Minha câmera estava no colo dele, uma mão possessiva descansando sobre o equipamento como se fosse um troféu de guerra.

Eu olhava pela janela, vendo as luzes de Nova York passarem como borrões. Eu ainda podia sentir o calor dos dedos dele no meu pescoço, uma marca invisível que parecia queimar minha pele.

— Para onde estamos indo? — minha voz saiu mais rouca do que eu pretendia. — Meu irmão... eu preciso ver o Enzo. Preciso saber se ele está bem.

Julian não desviou o olhar do celular. A luz da tela acentuava o corte em seu supercílio, que agora parara de sangrar, deixando apenas uma crosta escura que o tornava absurdamente humano e, ao mesmo tempo, mais perigoso.

— Seu irmão está sob minha custódia agora, Bianca — ele disse, a voz monótona, como se estivesse discutindo o preço de ações. — Meus homens o tiraram do buraco onde ele estava escondido há dez minutos. Ele está em uma das minhas casas seguras em Long Island. Limpo, alimentado e, pela primeira vez em meses, seguro.

— Custódia? Você quer dizer sequestro? — Virei-me para ele, a indignação superando o medo por um segundo.

Julian finalmente guardou o telefone e fixou aqueles olhos cinzentos em mim. A intensidade foi como um soco no estômago.

— Chame do que quiser. Eu chamo de garantia. — Ele se inclinou para frente, o espaço entre nós desaparecendo. — Você tem a sua prova de vida. Eu tenho a minha garantia de que você não vai tentar nenhuma estupidez heroica com as cópias digitais que eu sei que você escondeu em algum servidor na nuvem antes de sair de casa.

Eu congelei. Ele era bom. Melhor do que eu imaginava. Sim, eu tinha programado um upload automático, mas Julian Thorne não chegou ao topo sendo um amador.

— Você é um desgraçado — sibiluei.

— Sou o desgraçado que acabou de salvar a vida do seu irmão e que vai colocar cinco milhões de dólares na sua conta se você fechar a boca e fizer o que eu mandar. — Ele estendeu a mão e, antes que eu pudesse recuar, prendeu uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. O toque foi leve, mas carregado de uma tensão que fez meu corpo traidor arrepiar. — Sorria, passarinho. Você acabou de ganhar na loteria do submundo.

O carro parou diante de um arranha-céu de vidro na Park Avenue. A cobertura da Thorne Tower.

O trajeto pelo elevador privativo foi rápido. Quando as portas se abriram, deparei-me com uma cobertura que parecia saída de um catálogo de arte minimalista. Paredes de vidro do chão ao teto mostravam o skyline de Manhattan, mas o lugar parecia frio. Sem fotos, sem cores quentes, apenas mármore preto e aço escovado.

— Bruno! — Julian chamou.

O homem que eu vira rapidamente no corredor da luta apareceu. Ele era enorme, com o rosto marcado por cicatrizes e olhos que já tinham visto coisas demais.

— Cuide dos ferimentos do irmão dela e traga o contrato — ordenou Julian, enquanto jogava o paletó caro sobre um sofá de designer.

— E ela, senhor? — Bruno perguntou, lançando-me um olhar de avaliação profissional.

— Ela vai precisar de um banho e de algo que não pareça ter sido comprado em um brechó de terceira categoria. Amanhã de manhã, o mundo vai saber que Julian Thorne finalmente encontrou sua noiva. Ela precisa parecer o papel que vai interpretar.

Fui conduzida por Bruno até uma suíte que era maior que todo o meu apartamento. Ele me entregou um roupão de seda preta e apontou para o banheiro.

— O senhor Thorne não gosta de esperar — disse Bruno, antes de sair e fechar a porta.

Tomei o banho mais longo da minha vida, tentando lavar o cheiro do The Cage e o toque de Julian da minha mente. Quando saí, encontrei um vestido de seda champanhe sobre a cama, junto com uma caixa de veludo. Dentro, um anel de diamante tão grande que parecia uma arma.

Vesti o vestido. Ele abraçava minhas curvas como uma segunda pele, o decote em "V" descendo perigosamente pelas minhas costas. Calcei os saltos e caminhei de volta para a sala principal, sentindo-me como uma impostora em um castelo de cristal.

Julian estava de pé diante da janela, segurando um copo de uísque. Ele tinha trocado a camisa manchada de sangue por uma de linho preto, levemente aberta no colarinho. Quando ele se virou e me viu, o copo parou a milímetros de seus lábios. Por um breve segundo, a máscara de frieza dele rachou, e eu vi o Ares devorando a imagem à sua frente.

— O anel, Bianca — ele disse, sua voz agora mais profunda, vibrando no ar. — Coloque-o.

Peguei a joia e deslizei pelo meu dedo anelar esquerdo. O peso era simbólico. Era a minha algema.

— Agora, assine. — Ele apontou para uma pasta de couro sobre a mesa de centro.

Caminhei até lá e li as cláusulas rapidamente.

1. Fidelidade absoluta pública. 2. Disponibilidade total para eventos sociais. 3. Proibição de perguntas sobre as atividades noturnas de Julian Thorne. 4. Coabitação obrigatória.

— Coabitação? — Olhei para ele, chocada. — Você quer que eu more aqui? Com você?

— Uma noiva que mora em outro bairro levanta suspeitas. — Ele se aproximou, deixando o copo na mesa. — Meus inimigos são inteligentes, Bianca. Eles vão observar como você olha para mim, como você se move na minha casa. Se eles sentirem um milímetro de falsidade, ambos estaremos mortos. Eles vão caçar você para chegar a mim.

— Eu não vou assinar nada até ver o meu irmão — declarei, minha voz soando muito mais firme do que eu me sentia.

Julian virou-se lentamente. Ele arqueou uma sobrancelha, surpreso com a audácia.

— Eu já disse que ele está seguro, Bianca. Não teste minha paciência.

— Você disse que ele está seguro, mas você é um mentiroso profissional, Julian. Você finge ser um santo durante o dia e esmaga crânios à noite. — Dei um passo à frente, cruzando os braços. — Eu quero uma chamada de vídeo. Agora. Ou você pode pegar esse anel e esse contrato e encontrar outra idiota para o seu teatrinho.

Um silêncio perigoso se instalou. Julian deixou o copo na mesa com um clique seco. Ele caminhou até mim, cada passo emanando uma ameaça silenciosa. Ele parou tão perto que eu podia sentir o frescor do uísque em sua respiração.

— Você tem coragem. Eu respeito isso. Mas não se esqueça de quem tem o poder aqui.

Ele puxou o celular do bolso, digitou algo e, segundos depois, virou a tela para mim. Enzo apareceu. Ele estava sentado em uma poltrona de couro, com um curativo no rosto e um prato de comida na frente. Ele parecia confuso, mas inteiro.

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