Clara estava no apartamento, sentada à mesa com o manuscrito à sua frente. As palavras vinham lentamente naquele dia. A pressão da organização, a constante vigilância e o medo de que qualquer movimento errado pudesse ser fatal tornavam difícil focar em sua escrita.
Um som interrompeu seus pensamentos: batidas leves na porta. Ela franziu a testa. Não estava esperando ninguém, e Miguel não havia pedido nada naquela manhã. Cautelosamente, levantou-se e olhou pelo olho mágico.
Um entregador segurav