AMÉLIA
Acordei com a luz suave da manhã entrando pela janela. Ainda meio sonolenta, percebi imediatamente onde estava.
O ambiente estava sereno, apenas o som dos carros ao longe quebrava o silêncio típico da favela.
Senti o calor do lençol sobre mim, observando os detalhes do quarto: as cortinas balançando suavemente, os primeiros raios de sol iluminando o ambiente e o tom dourado que pintava as paredes ao redor.
Arthur estava ao meu lado, dormindo profundamente.
Seu rosto parecia mais tranqu