Junior
A alta do hospital veio num dia cinza de Nova York, daqueles em que o céu parece refletir exatamente o que está dentro da gente. Tiana e eu saímos juntos, de mãos dadas, ainda com curativos e movimentos cuidadosos. Eu mancava um pouco, o abdômen latejando a cada passo, mas o pior não era a dor física. Era a sensação constante de que eu quase tinha perdido tudo, ela, nosso bebê, o futuro que mal tinhamos começado a sonhar.
Os pais dela e os meus tinham se revezado no hospital, mas agora