Junior
Quando acordo de novo, o quarto está mais escuro. Luz suave de abajur, o bip do monitor ainda constante. Eu abro os olhos devagar, sentindo a dor no abdômen como uma brasa acesa, mas suportável.
E ela está ali. Tiana.
Sentada na cadeira de rodas ao lado da cama, pálida, olhos vermelhos e inchados, cabelo preso num coque bagunçado, vestindo uma blusa larga do hospital. Ela segura minha mão direita com as duas dela, como se tivesse medo de soltar. Quando vê que eu acordei, as lágrimas vol