Tiana
Acordei com uma dor profunda, que não estava só no corpo. Era como se alguém tivesse arrancado algo de dentro de mim enquanto eu dormia. O quarto do hospital era branco demais, frio demais. As luzes fluorescentes incomodavam meus olhos pela extrema claridade. Eu pisquei devagar, tentando entender onde estava. O braço direito doía por causa do acesso venoso. A barriga… a barriga parecia estranhamente leve, vazia.
Uma enfermeira se aproximou com um sorriso gentil, mas cauteloso.
— Senhorita