Minha avó se aproxima devagar, pegando o manto pendurado no encosto da cadeira. Com um gesto afetuoso, inclina-se e deposita um beijo suave no topo da minha cabeça.
— Te vejo amanhã, minha querida — diz ela com um sorriso tranquilo.
Franzo a testa, surpresa.
— Onde a senhora vai?
Ela ajeita o manto velho nos ombros.
— Vou passar a noite na casa da Ana. Lúcia não parece muito bem — responde, com a voz mansa demais para o que está dizendo.
A encaro em silêncio, desconfiada. Ela odeia dormir fora