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Leônidas

— Não é preciso. Eu posso ir sozinha. Com licença, senhor Constantino!

Os passos apressados dela ecoam pelo corredor e algo dentro de mim se rompe. Não é dor. É algo pior. Algo que eu consigo explicar. É como se larvas incandescentes corressem sob a minha pele, queimando as minhas veias de dentro para fora. Um incêndio silencioso, cruel e impossível de conter.

Eu deveria deixá-la ir. Manter distância. Eu sempre fiz isso. O afastamento sempre foi minha única forma de controle. Mas a ausência dela liberta tudo o que eu mantenho acorrentado e eu não posso. Não quando ela é a única coisa capaz de me dar paz. Meu corpo reage antes da razão e apresso os meus passos, e antes que o elevador se feche, adentro e me posiciono atrás dela.

Perto demais. Tão perto que o ar entre nós parece pesado. Denso.

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