Yana
A mala do meu tio estava encostada perto da porta como um lembrete silencioso de que algo estava mudando. Desci as escadas devagar, sentindo um aperto estranho no peito. Walter estava de costas, conferindo algo no celular, já com o casaco vestido. A casa parecia diferente sabendo que ele não dormiria ali.
— Já vai? — perguntei, mesmo sabendo a resposta.
Ele se virou e sorriu daquele jeito cansado, mas sincero.
— Daqui a pouco. Melhor pegar a estrada ainda, claro.
Aproximei-me e o abracei.