Helena percebeu que estava ficando quando começou a se irritar com detalhes.
Antes, tudo era observado à distância. O jeito de Arthur largar o terno na cadeira, a mania de responder mensagens enquanto alguém falava com ele, o silêncio prolongado depois de dias difíceis. Nada disso a atravessava de verdade. Era temporário demais para doer, agora doía.
Ela fechou a porta do banheiro com mais força do que pretendia e ficou alguns segundos apoiada ali, respirando fundo. Não queria discutir, queria