A verdade não chegou de uma vez, ela veio em partes, como peças que finalmente se encaixavam depois de muito tempo espalhadas. Arthur percebeu isso ao ouvir Sofia falando com naturalidade demais sobre sentimentos que ele nunca soubera nomear quando criança.
— Às vezes eu fico com raiva. — ela disse, sentada no tapete da sala, desenhando — Mas não é de você.
— E é de quem? — ele perguntou, sentando-se ao lado da filha.
Sofia pensou um pouco.
— Do silêncio.
A palavra ficou suspensa entre eles. Ar