Helena entrou na casa sem avisar. Não como antes — quando o gesto era natural, cotidiano —, mas também não como visita. Havia algo diferente na maneira como ela atravessou a porta: sem expectativa, sem obrigação, sem o peso de um papel invisível dizendo quem ela era ali.
Arthur percebeu na hora.
— Você veio! — constatou, com um largo sorriso.
— Vim! — afirmou — Mas não como antes.
Ele assentiu, respeitando o espaço que ela criava com cuidado.
— Sofia está no quarto, fazendo lição. — disse, e el