A Lena ligou no fim da tarde.
— Abre a porta que eu estou subindo — disse, sem nem perguntar se podia.
— Lena…
— Sem discussão. Eu levo sorvete.
Isso foi o suficiente.
Alguns minutos depois, a campainha tocou. Quando abri a porta, ela estava ali com duas sacolas nas mãos, o cabelo preso de qualquer jeito e aquele sorriso exagerado que sempre aparecia quando ela queria fingir que tudo estava bem.
— Chocolate e creme — anunciou. — Porque nenhuma crise existencial resiste aos dois junto