CAPÍTULO 14
A Lena ligou no fim da tarde.

— Abre a porta que eu estou subindo — disse, sem nem perguntar se podia.

— Lena…

— Sem discussão. Eu levo sorvete.

Isso foi o suficiente.

Alguns minutos depois, a campainha tocou. Quando abri a porta, ela estava ali com duas sacolas nas mãos, o cabelo preso de qualquer jeito e aquele sorriso exagerado que sempre aparecia quando ela queria fingir que tudo estava bem.

— Chocolate e creme — anunciou. — Porque nenhuma crise existencial resiste aos dois junto
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