Eu estava no meu apartamento.
O meu espaço. Pequeno, simples, com marcas da minha rotina espalhadas pelos cantos. Ficava a quase quarenta minutos de onde ele vivia, longe o suficiente para eu ainda me sentir dona de mim.
Ainda assim, minha cabeça insistia em voltar aos últimos dois dias.
Sentei no sofá, olhando ao redor, como se precisasse me convencer de que aquele lugar ainda era meu. Foi ali que percebi o quanto ele tinha um poder estranho sobre mim. Um poder que não vinha de ordens nem