A oitava manhã chega e com o som da chuva batendo contra as janelas do quarto, um tamborilar constante e monótono que parece lavar o brilho dourado da última semana.
O peso do braço de Dante sobre minha cintura e o seu rosto enterrado em meu pescoço, respirando suavemente deixa tudo, o nosso casamento mais real. Ainda é cedo e um cinza úmido preenche o quarto e por um momento, fico paralisada, tentando segurar a bolha perfeita da nossa lua de mel. Mas a realidade, como a chuva, é insistente.
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