O cais escuro nos oferece apenas uma saída: o carro alugado, ainda estacionado onde o deixamos, um objeto simples em meio ao cheiro de peixe e sal.
Nós três, Dante, eu e o homem que era Marcos Almeida, caminhamos em silêncio até o carro, as palavras foram gastas na fuga, na água salgada, no medo que ainda lateja nos músculos.
Dante abre o carro e Almeida entra no banco de trás, a mochila do dossiê apertada contra o peito como um bebê. Ele cheira a mar, a suor velho e a derrota antiga, Dante li