O despertador não toca. Meus olhos se abrem às 5:15, como se um instinto afiado pela tensão tivesse assumido o comando. A escuridão está carregada com o silêncio da espera. O tique-taque do relógio é um metrônomo vazio.
Visto roupas escuras. O casaco de Dante ainda está sobre a poltrona. Visto-o. O tecido pesado, agora frio, ainda carrega a memória do seu cheiro e do gesto que o colocou ali. É uma armadura.
Saio do quarto em silêncio. A mansão dorme, mas sua paz é ilusória. A lembrança de Torre